quinta-feira, junho 29, 2006

 

Imparcialidade Jornalística..

Como prometido, este post vai abordar parcialmente os (infelizes) comentários do jornalista Paulo Camacho, mas também vou expor uma situação que nos afecta a todos nós diariamente - o poder dos media.

Em primeiro lugar, quero só relembrar ao senhor Paulo Camacho que ele é jornalista. Como tal, tem um código de conduta e ética a respeitar e no qual "opiniar imparcialmente" está incluído. Os jornalistas deverão ser veículos da informação, onde o seu trabalho é transmitir a mesma ao público sem qualquer influência ou juízo de valor, feito por si. Claro que qualquer pessoa têm direito a opinar e que a sua opinião receba o mesmo respeito como qualquer outro, mas no caso dos jornalistas, é importante realçar que a sua opinião chega a x milhões de índividuos que podem ou não ser influenciados pela mesma. Este fenónemo gera um poder excessivo para os media, podendo os mesmos serem usados para o bem ou para o mal. Quem me diz a mim, que o senhor Paulo Camacho não recebeu dinheiro para afirmar em prime time que as medidas do Sócrates são erradas? Um simples comentário destes poderá por em causa a re-eleição de Sócrates? Talvez só um, não, mas um conjunto de iniciativas deste género, talvez.

Para o público em geral o jornalista que nos aparece todos os dias no telejornal, é mais que um profissional de comunicação. É como se fosse um amigo, que vai todos os dias a nossa casa e no qual confiamos e tomamos a opinião dele sem a questionar! Esta é a diferença e a razão pela qual os jornalistas devem ser isentos, pois a sua influência é credível o suficiente para despertar erradamente opiniões e boatos que podem manchar a reputação/a marca/a pessoa/etc. Pessoalmente preocupo-me mais com jornalistas que usam o meio onde trabalham para lançar conceitos de origem duvidosa e com fins que servem interesses. Notem que bem recentemente existiu uma forte polémica com Manuel Maria Carrilho Vs Meios de Comunicação, onde ele falava de uma conspiração paga por interesses contraditórios aos seus, para iniciar uma campanha de comunicação negativa contra a sua pessoa. Será verdade? Não sei. Só sei que este tipo de acções como a de Paulo Camacho, abonam a favor da dúvida sobre o meio jornalístico.

Para vos deixar com uma ideia de como este tema é polémico, quero apenas dizer que - Só deus e os media sabem como George W. Bush foi re-eleito! (Ver Filme Fahrenheit 9/11 de Michael Moore)

Comments:
best regards, nice info here
 
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