Esta semana tive uma conversa sobre o futuro da língua universal. Então, dois pontos de vista sobressaíram. O que será mais importante, a língua ou a comunicação? Esta situação ocorreu durante um seminário, no qual a primeira parte seria com oradores estrangeiros (que como tal iriam fazer a sua apresentação em inglês) e a segunda com portugueses, que falariam na sua língua materna.
Foi então me deparei com um senhor que se recusou a assistir à primeira parte, pois os oradores não iriam falar em português. Se acha que era por o senhor não saber inglês, engana-se, pois ofereci-lhe tradução para português à qual ele recusou! Foi a sua forma de apresentar um protesto pelos princípios que defendia.
Segundo as suas teorias, se estamos em Portugal, devemos respeitar a cultura local e como tal, falarmos a língua do país. Ou seja, se formos a Espanha deveremos falar espanhol, na Rússia deveremos falar russo, na China mandarim, e assim sucessivamente.
Não posso dizer que não compreendo a teoria do senhor (excepto quando ele me diz que a língua do futuro será o português) e até a respeito. No entanto, o que será mais importante. Será que o orgulho e o patriotismo devem sobrepor-se à comunicação? Será que isto não nos torna seres intolerantes e incompreendidos. Cada vez mais se luta para uma eliminação das barreiras entre os países. Será que a língua também será uma delas?
Não considero que o mais importante seja o comunicarmos na língua do país que visitamos. Penso que isso demonstra respeito pela cultura, pelo país, pelas pessoas; no entanto, acho impossível, aprendermos as mil e uma, línguas que existem por tudo o Mundo. Assim, penso que devemos ser tolerantes e acima de tudo tentarmo-nos compreender uns aos outros, evitando que mentes patriotas destruam o poder de uma língua em comum, seja ela o inglês, o português, o espanhol ou o mandarim.
Ah, guess what, este senhor era brasileiro….
Nota: Este post é da autoria da colaboradora Katia.
# posted by Renato Graça @ 10:52 da tarde
